← CIÊNCIA E CONTEÚDOSPor que alguns sisos exigem um planejamento mais cuidadoso?
SISOS E CIRURGIA ORAL · Por Rayane Franklin, cirurgiã-dentista · CRO-MG 73477 · Conteúdo educativo, não substitui avaliação individual.
Dois dentes chamados de siso podem exigir planejamentos muito diferentes.
Um siso pode estar reto, quase todo na boca, com raízes curtas e longe de qualquer estrutura delicada. Outro pode estar deitado dentro do osso, com as raízes próximas ao canal por onde passa um nervo. O nome é o mesmo; a cirurgia, não.
A posição é o começo da conversa
Os sisos são descritos pela inclinação em relação ao dente vizinho, o segundo molar: vertical (em pé), mesioangulado (inclinado para a frente, uma das posições mais frequentes nos sisos de baixo), horizontal (deitado) e distoangulado (inclinado para trás).
A inclinação, sozinha, não define se a cirurgia será simples ou complexa. Também contam a profundidade no osso, a forma das raízes, o espaço disponível, a saúde do dente vizinho e fatores da pessoa, como condições de saúde, medicamentos e abertura de boca.
As estruturas vizinhas
No siso de baixo, a principal atenção é o canal mandibular, por onde passam o nervo alveolar inferior e vasos. O nervo é responsável pela sensibilidade do lábio inferior, do queixo e dos dentes de baixo. Do lado de dentro da mandíbula, perto do siso, passa também o nervo lingual, ligado à sensibilidade de parte da língua.
No siso de cima, a estrutura de referência é o seio maxilar, uma cavidade de ar dentro do osso da face, logo acima das raízes dos dentes de trás.
O que a proximidade significa
Quando as raízes estão muito próximas dessas estruturas, alguns riscos aumentam: alteração de sensibilidade no lábio, no queixo ou na língua (na maioria das vezes temporária, e que não causa paralisia facial), sangramento e, no siso de cima, comunicação entre a boca e o seio maxilar.
Conhecer os riscos permite planejar e orientar; não permite prometer risco zero. Também não significa que eles vão acontecer. Por isso, falamos dos riscos do seu caso na avaliação, e não de números genéricos.
Como o planejamento muda a cirurgia
Com as informações do exame, decide-se, por exemplo, se o dente será removido inteiro ou dividido em partes, quanto osso precisará ser removido, se um exame adicional é útil, em que ambiente o procedimento deve acontecer e quais orientações você vai receber.
Quer entender o planejamento do seu siso? Agende uma avaliação →
Leia também: quando um siso precisa ser removido no hospital? →

