Cada indicação começa por uma avaliação.

Escuto sua queixa, examino, analiso os exames e explico o que encontrei antes de qualquer decisão. A conduta é definida para o seu caso, e não por uma regra geral.

Em caso de inchaço que piora rapidamente, dificuldade para respirar ou engolir, ou trauma recente no rosto, procure um pronto-socorro. O agendamento pelo site não é um canal de urgência.


EM QUE POSSO AJUDAR

Sisos e outras extrações

O que leva a procurar. Dor ou inchaço no fundo da boca, gengiva inflamada sobre um siso parcialmente nascido, indicação do seu dentista ou ortodontista, ou a dúvida sobre precisar ou não remover.

O que é avaliado. Posição do dente, cobertura por osso ou gengiva, forma das raízes, saúde do dente vizinho e relação com o canal mandibular (sisos de baixo) ou com o seio maxilar (sisos de cima).

Como se decide a conduta. Sisos com sintomas ou doença associada costumam ter indicação de remoção. Para sisos sem sintomas e sem doença, a decisão é conversada, e acompanhar pode ser uma escolha legítima. A tomografia entra quando responde a uma dúvida específica.

Próximo passo. Consulta de avaliação. Leve radiografias ou tomografias que você já tenha. Entenda o planejamento dos sisos.

Dentes inclusos e casos que pedem planejamento individual

O que leva a procurar. Um exame que mostrou um dente que não nasceu, um dente fora de posição ou uma indicação de cirurgia feita pelo ortodontista ou pelo dentista.

O que é avaliado. Localização do dente, relação com raízes vizinhas e estruturas anatômicas, presença de alterações associadas e o objetivo do tratamento como um todo.

Como se decide a conduta. Em conjunto com quem acompanha o paciente. Dependendo do caso, as alternativas vão de acompanhar a remover o dente ou expô-lo para tracionamento ortodôntico. O ambiente do procedimento também faz parte do planejamento.

Próximo passo. Avaliação com os exames disponíveis e o encaminhamento do profissional responsável, se houver. Quando um siso precisa ser removido no hospital?

Frenectomias

O que leva a procurar. A impressão de que o freio da língua ou do lábio limita algum movimento, dificulta a higiene ou está associado a alterações na gengiva.

O que é avaliado. O freio e, principalmente, a função: movimento da língua e dos lábios, higiene, saúde gengival e, quando pertinente, a avaliação de outros profissionais.

Como se decide a conduta. Pela repercussão funcional, e não apenas pela aparência. A frenectomia pode ajudar em situações específicas, mas não corrige automaticamente fala, respiração ou postura.

Próximo passo. Consulta de avaliação funcional.

Avaliação de infecções de origem dentária

O que leva a procurar. Dor e inchaço relacionados a um dente, à gengiva ou a um siso parcialmente nascido.

O que é avaliado. A origem da infecção, a extensão do inchaço, a abertura de boca, sinais gerais como febre e mal-estar, e as condições de saúde que influenciam a resposta à infecção.

Como se decide a conduta. O tratamento precisa controlar a origem, com drenagem, tratamento do dente ou extração, conforme o caso. Antibiótico, quando indicado, complementa esse tratamento e não o substitui. Casos com sinais de agravamento precisam de atendimento hospitalar.

Próximo passo. Sem sinais de alerta: agende uma avaliação o quanto antes. Com dificuldade para respirar ou engolir, inchaço que avança rápido ou inchaço ao redor do olho: vá a um pronto-socorro. Leia sobre os sinais de agravamento.

ATM e dor na mandíbula

O que leva a procurar. Dor ao mastigar, cansaço no rosto, dor perto do ouvido, estalos acompanhados de dor ou dificuldade para abrir a boca.

O que é avaliado. A história da dor, os músculos da mastigação, a articulação, a abertura da boca e, quando indicado, exames de imagem.

Como se decide a conduta. A maioria dos quadros começa com cuidado conservador: informação, autocuidado orientado, exercícios e, em casos selecionados, placa. Quando necessário, o cuidado é compartilhado com outros profissionais.

Próximo passo. Consulta de avaliação.

Como é a primeira consulta

Conversa sobre a queixa e o histórico de saúde, exame clínico, análise dos exames que você já tem ou solicitação dos necessários, explicação do que foi encontrado e das alternativas e, quando houver tratamento indicado, plano por escrito.

Leve exames anteriores, a lista de medicamentos em uso e o encaminhamento do seu dentista, se tiver.

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